A
Polícia Federal deflagrou em março de 2014 a “Operação Lava-Jato”, com a intenção de investigar um esquema de
lavagem de dinheiro que teria desviado aproximadamente R$10 bilhões de reais,
sendo parte deles, recursos desviados da Petrobrás e repasses aliados à base do
governo.
A EMPRESA
Com
86 mil funcionários, presença em 25 países, a empresa Petrobrás é responsável
pela transformação do petróleo bruto em produtos essenciais para o cotidiano da
população, como gasolina por exemplo. O parque de refino produz mais de dois
milhões de barris de derivados por dia, como diesel, gasolina, nafta,
querosene, querosene de avião, entre outras substâncias que servem de matéria
prima para diversos outros produtos e conta com 13 refinarias espalhadas por
todo o Brasil.
ESCÂNDALO
O
Diretor de Abastecimento e Refino da Petrobrás de 2004 a 2012, Paulo da Costa,
é suspeito de chefiar um esquema de desvio de recursos da estatal, intermediando
negócios com fornecedores, recolhendo e distribuindo propina.
Autoridades
investigaram e descobriram que Paulo tinha ocultado provas e tinha contas milionárias
na Suíça. Ele então voltou à cadeia em junho após esta descoberta das
autoridades. Costa, já havia sido preso em março sob suspeita de ocultar
provas.
Para
diminuir sua pena, o então ex-Diretor de Abastecimento e Refino resolveu
concordar em fazer um acordo de delação premiada no mês de agosto de 2014, e,
apontou 12 beneficiários de propinas do esquema.
De acordo
com Paulo da Costa “3% dos valores dos contratos firmados com a Petrobrás eram
repassados a políticos”.
Em pleno ano
eleitoral (2014) e já próximo das eleições, em março, o esquema estoura nas
mídias sociais e movimenta o mercado brasileiro dividindo opiniões.
RENÚNCIA
Dez meses
após a divulgação do “Escândalo Petrobrás”, em 04 de fevereiro de 2015, a então
Presidente Graça Foster renunciou ao cargo de presidência da Petrobrás
juntamente com mais cinco diretores, após 35 anos na estatal. A renúncia de
Foster resultou em uma baixa nos “papéis” da empresa.
O novo
presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, já foi definido pela Presidente da
República, Dilma Roussef. Ele é o atual presidente do Banco do Brasil (BB) e
ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
“Uma das
primeiras tarefas do novo presidente da Petrobrás será definir os níveis de
investimento e como a empresa vai se ajustar aos novos preços de mercado e como
eliminará os focos de corrupção e de desvios que foram divulgados”, disse em entrevista à Agência Brasil, o Professor
do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e
especialista em energia Ernani Torres.
Aldemir Bendine é o novo presidente da Petrobrás |
O aumento
do preço da gasolina que já chega a R$ 3,35 em algumas cidades e estados do
país preocupa a população. No entanto, com a nova gestão presidencial da
Petrobrás, cresce a expectativa de reorganização nos valores aplicáveis ao
consumo cotidiano.
Anne Coifman
Anne Coifman
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